A ilegal aplicação de multas de trânsito e suas consequências jurídicas
O direito deve atender o que a população necessita e não um pequeno grupo de empresários.
Por | Robson Zanetti - Segunda Feira, 09 de Agosto de 2010
I - A derrubada dos pardais
As lombadas são mais eficientes que os pardais na prevenção de infrações de trânsito.
O direito deve atender o que a população necessita e não um pequeno grupo de empresários. Certamente que estes estão preocupados com o desligamento dos “ pardais “, pois deixaram de lucrar e alguém que deixa de lucrar vai vir com um monte de argumentos dizendo que os “pardais” fazem com que os veículos não aumentem a velocidade, que diminuirá o número de acidentes, e conversa para “ boi dormir “ vai....ou seja, procuraram argumentos para justificar que os “ pardais “ fazem bem. Motivo: Dinheiro é claro. Para adiantar os argumentos que existem em outros países, deveriam refletir um pouco mais, pois se tratam de realidades diferentes. Por exemplo: na Suiça tem pardais, porém, as pessoas utilizam vários outros meios eficientes para se locomover, como um sistema eficiente de trens e metros, aqui não tem! Para deixar claro, não se comparam duas realidades diferentes, portanto, não adianta comparar o que há lá fora, sem comparar o sistema!
Falta muitas vezes um pouco de reflexão ver o que é mais eficiente e não precisa copiar tudo o que existe fora do Brasil: se num local você atravessa com seu carro sem nenhum aviso a 80 km por hora e tem um pardal escondido, o que é não é incomum em Curitiba, fato este que revela o propósito arrecadador, você será multado! Agora imagine se 50 metros antes de uma grande lombada, existem tartarugas e ali um aviso da lombada. Se você estiver a 80 km por hora, o que acontecerá com seu carro? Se você tiver um pouco de cérebro, é certo que da próxima vez você não passará mais nesta velocidade, isso se dá primeira vez lhe sobrar muito do seu carro.
A primeira conclusão é: a lombada traz prejuízo no bolso de quem infringe a norma de trânsito, o pardal além do prejuízo, gera o lucro a outra pessoa.
Segunda conclusão: a lombada é mais eficiente que o pardal.
Terceira conclusão: Por que não temos lombadas e tartarurgas informando bem os motoristas no lugar dos pardais? Porque pardais dão dinheiro a empresários enquanto lombadas não.
II - A ausência de poder de polícia de sociedades de economia mista aplicarem multas de trânsito
Com relação ao poder de companhias de economia mista aplicarem multas de trânsito, elas não o têm. Assim recentemente decidiu o STJ ao julgar que a sociedade de economia mista de Belo Horizonte, equivalente a URBS de Curitiba, não pode aplicar multas de trânsito, pois o poder de polícia não pode ser transferido a iniciativa privada, como se vê na notícia abaixo publicada em http://m.estadao.com.br/noticias/impresso,stj-ve-ilegalidade-em-multas-de-bh-e-poe-em-xeque-cets,466370.htm:
“Uma decisão unânime da 2.ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), divulgada nesta semana para uma ação movida em Belo Horizonte (MG), coloca em xeque a competência de todas as Companhias de Engenharia de Tráfego (CETs) do País para aplicar multas por radares e agentes. A “irregularidade” estaria na constituição jurídica dessas empresas de economista mista, que podem ter interesse privado na fiscalização. “É temerário afirmar que o trânsito de uma metrópole pode ser considerado atividade econômica ou empreendimento”, diz o ministro Herman Benjamim.A ação foi movida contra a Empresa de Transporte de Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), cuja estrutura é semelhante à da CET de São Paulo. A decisão considerou impossível que o poder de polícia para autuar seja transferido. “A medida vale para Belo Horizonte, mas podemos ter um efeito cascata em outras cidades”, admite o promotor Eduardo Nepomuceno, do Ministério Público de Minas, que entrou com a ação em 2004. Em nota, a CET-SP considera que as situações são diversas e sua função legal “é a fiscalização”.
III - Da indenização pelo “stress”
Estudos científicos realizados provam que certos atos causam danos psicológicos a saúde das pessoas.
Primeiramente o Requerente traz o conceito de saúde, segundo a Organização Mundial da Saúde, como “um estado de completo bem-estar psíquico, mental e social e não consiste somente na ausência de uma doença ou enfermidade(1).”
Diante deste conceito, nos cumpre demonstrar se a acusação administrativa realizada ilegalmente por alguém afeta a saúde do ofendido e de que forma. Esta demonstração é feita de forma científica, com base em estudos realizados em cinco continentes, envolvendo mais de 5.000 pessoas. Para demonstrar, a título exemplificativo, mencionamos o estudo realizado pelo Dr. Adolf Meyer, publicado no livro “O livro das listas”, tendo como autores David Walleschinsky e Amy Wallace, o qual compilou uma “tabela da vida” e conclui no item 51 que:
“receber uma multa por violar a lei” é uma causa de stress emocional.
O interessante saber não é só isso, mais sim, a influência da pontuação de cada situação de stress na saúde de cada pessoa. O fato acima recebe uma pontuação de 22 pontos, segundo o índice que ele criou chamado LCU. Esta afirmação por si só já afeta a saúde do acusado, pois é um fato estressante, provado cientificamente. Porém, o importante é que este fato, se vier somado a outros, durante um certo espaço de tempo pode se somatizar no corpo do ofendido e ser fonte de doença física!
Assim é importantíssimo mencionar aqui, o que está mencionado no material em anexo, o que entendem os cientistas:
“Os que apóiam a SRRS sustentam que há uma correlação direta entre as LCUs anuais e as doenças relacionadas ao estresse. Um de seus estudos constatou que, com um grau de estresse “suave” (150 a 199 LCUs num único anos), os problemas de saúde aumentaram em média 37%; com um grau moderado (200 a 299 LCUs), o aumento foi de 51%; e com um grau elevado de crise (300 LCUs ou mais), 79%... A tabela original, produzida em 1964 por T.H. Holmes e T.H. Rahe, desde então tem sido atualizada para refletir valores que estão mudando, assim como diferenças culturais”.
Conforme afirmado ao final do estudo acima relatado, novos estudos estão sendo realizado e assim, trazemos apenas para ilustrar, um novo estudo. Este foi realizado na Itália por F. Buzzi, Stress e sforzo, in Giusto Giusti, Trattato di medicina legale e scienze affini, Cedam, II, 1998, 495, citado por Marco Bona e outros, na obra Accertare il mobbing: profili giuridici, psichiatrici e medico legale, publicado em Milão pela Giuffrè Editore, no ano de 2007, págs. 343 e 344 e no item 21 da página 344 também traz a violação da lei como uma causa de stress.
Portanto, é comprovado cientificamente que se alguém for acusado ilegalmente de infringir uma norma de trânsito, deve ser indenizado, a título de “stress”!
IV - Do enriquecimento sem causa
Ao ser constatada a aplicação ilegal de multas de trânsito, os valores pagos deverão ser devolvidos ao acusado, pois, caso contrário, estaremos privilegiando indevidamente o enriquecimento sem causa.
V - Da responsabilidade do acusador e seus dirigentes
Como se trata de um ato ilícito, o qual viola a lei, não somente as pessoas jurídicas envolvidas deverão ser responsabilizadas ao pagamento dos ofendidos ilegalmente, mais também seus diretores!
A responsabilidade dos diretores se dá frente a terceiros, a própria sociedade e também aos acionistas.
Para concluir, as multas de trânsito aplicadas ilegalmente trazem como conseqüências a reparação dos prejuízos financeiros e pelo estresse causado aos acusados de infração administrativa, devendo seus dirigentes responder pessoalmente perante terceiros, acionistas e perante a própria sociedade constituída.
Nota:
(1) Preâmbulo da Constituição da OMS adotado pela Conferência internacional da saúde, Nova Iorque, 19 de junho a 22 de junho de 1946, entrando em vigor no dia 7 de abril de 1948 da qual o Brasil é membro.
Autor:
Robson Zanetti é Advogado. Doctorat Droit Privé pela Université de Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Corso Singolo em Diritto Processuale Civile e Diritto Fallimentare pela Università degli Studi di Milano. Autor de mais de 150 artigos , das obras Manual da Sociedade Limitada: Prefácio da Ministra do Superior Tribunal de Justiça Fátima Nancy Andrighi ; A prevenção de Dificuldades e Recuperação de Empresas e Assédio Moral no Trabalho (E-book). É também juiz arbitral e palestrante. E-mail: robsonzanetti@robsonzanetti.com.br
Palavras-chave | pardais, trânsito, normas de trânsito, velocidade, fiscalização
Comentários
VANDERLEI DA SILVA VALLE - Advogado
| 09/08/2010 às 12:22 |
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Você quando viaja, se ainda não reparou passe a reparar, que repentinamente nomeio do nada, numa estrada em que o limite de velocidade é de 80Km/h, sem qualquer lógica surge um "pardal" indicando que a velocidade máxima "ali" é de 40 Km/h., e a seguir, após você ultrapassar o "caça níqueis", o "povoado" - em que não se consegue vêr mais do que algumas pessoas perambulando -, simplesmente desaparece, ou seja: só está ali como fonte de receita para a prefeitura do local que divide o faturamento das multas aplicadas pelo excesso de velocidade??? com a empresa que instalou e mantém o famigedrado equipamento.
Após percorrer mais alguns Kms. novamente surge outro "caça níqueis", nas mesmas condições - e a situação vai se repetindo ao infinito, dependendo do seu destino.
Isto sem considerar-se os "pedágios" que são licitados??????? em estradas que foram construídas com nosso dinheiro, sem contudo sofrerem qualquer melhoria considerável ou de vulto.
Já é hora de se dar um basta nesta situação.
Sugiro que os prefeitos das cidades periféricas do Rio de Janeiro, construam passarelas, passagens subterrrâneas ou lombadas - àqueles mesmos que compram ambulâncias e todos os dias as mesmas cruzam a ponte Rio-Niterói ou a Av. Brasil, trazendo pacientes para serem "atendidos" no Hospital Souza Aguiar e outros do Município do Rio de Janeiro, cujos impostos são pagos pelo bôbo do Carioca.
Se a motivação é proteger sua população, que então façam lombadas, passarelas ou passagens subterrâneas - mas, isto não interessa, pois não trará qualquer recurso financeiro "externo".
NELSON BRITO DOS SANTOS - Major da Policial Militar, com formação jurídica e em Letras.
| 09/08/2010 às 21:45 |
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Quanta idiotice! Um fala uma besteira e o outro complementa!
Pelo amor de Deus, coloquem a mão na consciência e parem de defender as mortes em nossas vias!
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M. VINICIUS SANTOS - ADVOGADO
| 10/08/2010 às 10:47 |
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MAJOR, DEIXA DE ARROGÂNCIA E NÃO CHAME NINGUÉM DE IDIOTA OU FOMENTADORES DE BESTEIRAS. SEJA HUMILDE, AFINAL N INGUÉM É SEU SOLDADO E OS TEMPOS DE CHUMBOS SE FORAM. SUCESSO...
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guido teles de menezes - advogado
| 24/08/2010 às 19:00 |
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Caro major, de onde mesmo provem sua formacao juridica?
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NELSON BRITO DOS SANTOS - Policial Militar
| 24/08/2010 às 20:22 |
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Sr. Guido, Formei-me em Ciências Jurídicas e Sociais no Centro Universitário de Araraquara em 1987. Abraços!
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Nelson Brito dos Santos - Policial Militar
| 24/08/2010 às 20:28 |
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Sr. M. Vinicius, Não se trata de arrogância nem de se falar em anos de chumbo. Não seja idiota também! Estamos falando de segurança e de proteção à vida!
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Nelson Cunha - advogado
| 26/08/2010 às 22:32 |
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Parabenes pelo comentário, é simplesmente a industria da multa. meio que regulamentanda pelo Estado/Municipio. Precisamos sim dar um basta, nsta industria.
josé giovannetti - advogado
| 09/08/2010 às 22:22 |
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Com todo o respeito Major, as mortes acontecem em nossas vias e rodovias em face da precariedade das estradas que contam com buracos e acostamentos de 80 cm de largura, e nem por isso existem Pardais avisando a existência dos buracos e a inexistência de acostamentos. Isso é que é defender a morte.
Fernando P Ferreira - Professor UFSC
| 09/08/2010 às 22:23 |
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Prezados senhores, não tenho a formação jurídica de vocês, portanto, perdoem-me pela bobagem de avaliação. Mas Sr. Nelson, por favor, admita que isso é verdade. Pardais são verdadeiras fontes de renda para os donos das empresas que os gerenciam (muitos deles deputados). Agora pq o Sr. não defende um plano melhor de educação no trânsito? O nosso está falido. Aliás, isso só se conseguirá com melhores níveis de educação pessoal. Que tal rodovias em condições adequadas de trânsito? Acredite, isso faz a diferença, mesmo sendo pedagiada. Acha que não? Ande na rodovia dos Bandeirantes e anhanguera ou até mesmo na Washington Luiz(s) em São Paulo. A própria via dutra é uma excelente pista. E podemos comparar sim com outras realidades, pois lá também existem pardais, e existe pedágio, e existem estradas de qualidade e, consequentemente, menos mortes. ABUSO é o que sofremos e nos acostumamos.
Ezequiel Oliveira - advogado
| 10/08/2010 às 00:14 |
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UMA INDÚSTRIA DA FAZER DINHEIRO E ALIMENTARDORA DA CORRUPÇÃO DAS AS MORDOMIAS, DAS ORGIAS E OUTRAS COISAS. ASSIM É A INDÚSTRIA DE MULTAS. COM APARÊNCIA DE CONTROLAR AS MORTES.
BASTA!
ESSE DINHEIRO NÃO VAI PARA AS ESTRADAS, NÃO VAI PARA OS HOSPITAIS, NÃO VAI PARA AS CASAS DE BENEFICÊNCIA.
ESTE DINHEIRO ALIMENTA A VIOLÊNCIA, POIS VIOLENTA O CIDADÃO DE BEM QUE PAGA SEUS IMPOSTOS.
TÁ NA HORA DE NÓS NOS REVOLTAMOS CONTRA ESSA PODRIDÃO, ESSE ROUBALHEIRA TRAVESTIDO DE LEGALIDADE.
ACORDA GENTE!
Jéssio - Bacharel em Direito
| 10/08/2010 às 00:24 |
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Eu só queria saber pra onde vai tanto dinheiro... Roubado de pessoas trabalhadoras, que muitas das vezes viajam em busca do sustento de suas famílias. Essas pessoas que roubam os seus semelhantes não entendem e jamais entenderão, mais morrem de câncer seus filhos não lhes dão alegria e suas vidas acabam na miséria, dinheiro ganho ilicitamente jamais trará alegria... pensem nisso.
Ednei Roberto Zuim - Corretor de seguros e estudante de direito
| 10/08/2010 às 08:27 |
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Apenas para título de informação, no Brasil no ano de 2009 foi arrecadado aproximadamento R$ 40.000.000.000,00 em impostos da industria automotiva, isso mesmo, 40 bilhões apenas no ano de 2009, não se investitui em ampliação e duplicação de nossas estradas, ou melhor, se quer consertaram os buracos existentes, no se investiu em educação de transito, não se investiu no aparato policial, que nem bafômetro suficiente tem para fiscalizar os motoristas, deixou-se ao acaso todo o sistema viário e de transporte no país sucateando desta forma nossa frota e, as poucas melhorias que ocrreram, foram nas estradas entregues às concessionárias de pedágio. O governo na sua ineficiência administrativa transfere toda a resposabilidade para a sociedade, e se você comete uma infração, por não ter as condições adquedas de tráfego, ele converte isso em multa e mais arrecadação e continua sem fazer nada, e ainda tem gente que defende a multa como meio de evitar acidente. Senhores, os acidentes somente serão evitados o dia em que a sociedade for educada para isso e que o governo faça a sua parte em investimentos no sistema viário.
Lucas Osviani - ADVOGADO
| 10/08/2010 às 10:29 |
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Olá senhores,
sou advogado e assessor jurídico do Detran-MT. Brevemente, quero opinar pela educação e fiscalização no trânsito. Pardais são arrecadadores de dinheiro. Estabelece o nosso CTB, no capítulo VI a educação para o trânsito. Na prática, cadê? Onde está? Não existe. E mais, cadê a fiscalização de trânsito? Onde estão os amarelinhos? SEM EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO E SEM FISCALIZAÇÃO RIGOROSA, O BRASIL VAI CONTINUAR MATANDO 30.000 PESSOAS POR ANO (isso das mortes imediatas, sem contar, nas estatísticas as que vão para os hospitais e morrem em decorrência dos ferimentos). Acordamos todos, ou vamos morrer saindo do trabalho e indo para a chácara no fim de semana.
Patricia Brazil - Advogada
| 10/08/2010 às 12:52 |
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Ratifico o posicionamento de outros colegas que já externaram sua opinião acerca da matéria.
A arrecadação das multas deve servir para a melhoria do serviço público vinculado ao trânsito, qual seja: sinalizações, recuperação efetiva do asfalto das vias públicas, fiscalização nos serviços de entrega de mercadoria (que impedem o fluxo do transito), melhoria na iluminação e segurança policial (impossível não ultrapassar o sinal vermelho em determinadas horas da noite).
réplica
Nelson Brito dos Santos - Policial Militar
| 24/08/2010 às 20:26 |
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Dra. Concordo quase integralmente com suas colocações. Aliás, basta olharmos o art. 320 do CTB e veremos onde deve ser empregado o dinheiro arrecadado com as multas. Quanto aos sinais brasileiros, o que está errado é a engenharia, que não prevê na maioria das cidades o sistema de semáforos com "amarelo piscante" nos horários de pequeno movimento. Avançar sinal vermelho, jamais! O que os motoristas precisam aprender é reduzir a velocidade quando o semáforo esiver com a luz vermelha acesa... Geralmente dá tempo de passar pelo cruzamento depois da mudança para o verde.
Márcio Carneiro - Securitário
| 10/08/2010 às 14:21 |
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Essa questão de multas aplicadas por pardais, a meu ver, não tem nada de "salvar vidas no trânsito", não senhor! Como percebe-se na matéria, tem a ver com arrecadação ilícita de dinheiro, sim senhor!
Ora, se a lei apregoa que quem pode multar é somente o agente público, então multas aplicadas por "pardais" são ilegais. Ou agora estes pardais são agentes públicos concursados??
Outra; os recursos oriundos de multas de trânsito são auditados?? Os Tribunais de Contas dos municípios tem acesso à entrada e saída desses recursos?? Eles são orçamentários??
Outro dia fui multado por parar o carro em frente a uma farmácia de manipulação de medicamentos , onde no chão estava bem apagada, mas ainda dava para ver, um símbolo da cruz num círculo vermelho indicando "farmácia".Porém o "amarelinho" da CET-SP, ainda estava preenchendo a multa quando o alertei que ali era uma farmácia e eu teria 15 minutos de direito de estacionar com o pisca-alerta do carro ligado. Aí é que foi hilário.. Ele respondeu que eu deveria tentar enganar outro, pois que ali não era uma farmácia.. O sujeito simplesmente não sabia nem o que estava falando, porém sabia o que deveria fazer MULTAR! Depis de convencido pela médica, dona da farmácia de manipulação, que ali era de fato uma farmácia, ele respondeu: "Ah amigo, fica tranquilo que voce pode recorrer da multa quando ela chegar". Ora, ora.. quem deveria ser educado no trânsito naquele episódio???
E quanto a imaginar que multar salva vidas no trânsito é o mesmo que supor que se pagar a multa resolve o problema...
O certo mesmo seria termos mais eficiência na aplicação das leis no país.. ou esqueceram que o filho de um ministro de estado "matou" um pedestre, não socorreu a vitima e a juíza do caso o "inocentou", alegando que "não houve omissão de socorro porque a vitima já estava morta"..
Acham que o caso do filho da Cissa Guimarães,morto atropelado num local que estava ocorrendo um racha, vai dar alguma coisa?? só deu matéria jornalistica por causa da Globo.. mas já já ele paga algumas cestas básicas e está tudo bem.. E os guardas que o "liberaram".. aí é que não sabemos..
NATANAEL ARAUJO - advogado
| 10/08/2010 às 18:48 |
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É mais conveniente para os que lucram com os pardais alegarem todo tipo de desculpa para continuar;
NELSON BRITO DOS SANTOS - Policial Militar da reserva, atualmente diretor de uma companhia de transporte coletivo.
| 19/08/2010 às 22:39 |
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Sr. Mário, infelizmente esses maus profissionais existem em todas as profissões. Não são mal preparados... são mal comprometidos com a nobre função que exercem. Agem como se multar fosse a principal tarefa, quando na verdade, devem orientar primeiramente.
Senhor Fernando Pereira, quando da elaboração do atual Código de Trânsito eu participei apresentando 63 sugestões (como cidadão). Fiquei feliz ao ver que algumas delas foram aceitas e incorporadas ao texto.
Como instrutor de direção defensiva, é claro que sempre me preocupei com a educação no trânsito. Mas "educação" no sentido amplo. Não adianta ensinar a criança que se deve respeitar os limites de velocidade, usar o cinto de segurança, não avançar o sinal vermelho... se, ao entrar no carro, a criança vir o pai fazendo exatamente o que acabou de aprender que não se pode fazer.
Senhores, as multas não são aplicadas a "cidadãos", mas sim a "infratores", ou seja, quando esses cidadãos cometem infrações.
Eu circulo com frequência pelas rodovias paulistas ou de outros Estados e não me preocupo em saber onde há radares. Sabem por quê? Porque me preocupo com o velocímetro e, acima de tudo, com a vida de quem está comigo, de quem está em outros veículos, dos pedestres e com a minha própria. Eu tenho compromisso com a vida!
eliane bechelany - Advogada
| 27/08/2010 às 03:22 |
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Concordo com tudo que foi dito, com exceção do Sr. Nelson de Brito, primeiro porque fala em educaçao e já começou sem ela, ou seja chamando os outros de "idiota", com certeza seus filhos se os tiver, devem fazer a mesma coisa seguindo o exemplo do pai, como êle mesmo afirmou. Nossos policiais precisam ser mais preparados e mais educados e os militares também.
O BHTRANS em Belo Horizonte, assim como os demais de outros Estados são uma mina de arrecadar dinheiro do cidadão. O TJMG já se assegurou disso, e assim decidiu a favor do cidadão.
Pardais escondidos, porque?
Realmente as lombadas e tartarugas são mais eficientes, mas não arrecadam dinheiro.
Nossas estradas são uma lastima. Infelizmentenosso dinheiro foi para Cuba arrumar as estradas deles, e as nossa continuam esburacadas, sem sinalização, sem acostamento, etc. Para onde foi o dinheiro arrecadado com as multas? Ninguém sabe? ninguém viu? Viram sim no bolso de quem arrecadou.
O que falta no nosso país não são pardais, abocanhadores de dinheiro do cidadão, mas sim gente mais séria e comprometida com o país.
FULERO - INUTIL
| 27/08/2010 às 21:47 |
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MEU DEUS PARA QUE TANTOS ADVOGADOS NESTE PAIS, DISCUTINDO, POR VAIDADE INTELECTUAL, AS NEUROSES DA MODERNIDADE. ISSO É UMA CONSEQUENCIA DO 2º GRANDE MILAGRE, REALIZADO PELO FHC, MULTIPLICAÇAO DAS FACULDADES DE DIREITO (O 1º GRANDE MILAGRE FOI FEITO POR NOSSO SR JESUS CRISTO, MULTIPLICAÇAO DOS PAES).
FULERO - INUTIL
| 27/08/2010 às 21:51 |
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FULERO DE NOVO COMENTANDO AS CONSEQUENCIAS DO 2º GRANDE MILAGRE DA MULTIPLICAÇAO: RAPÁ, SE TU BALANÇAR UM PE DE MANGA, NAO CAIRÁ UMA, MAS VAI DESPENCAR ADVOGADOS(AS).
jose albenes de araujo - autonomo
| 28/08/2010 às 19:45 |
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fui mutado duas vezes.uma por estacionar em cima de uma praça abandonada ha anos e a outra por ir tirar o carro de cima da praça no mesmo dia na mesma praça. pergunto eu;como e que eu ia tirar o carro se nao fosse rodando?na cabeça?uma multa por estacionar em praça pulblica e a outra por transitar em via pulblica que foi quando fui tirar o carro de cima da praça abandonada.ja paguei as multas uma de 103.00 e a outra de 547.00 o que devo fazer pois nao tenho condiçoes pois pedi esse dinheiro emprestado alguem que estiver lendo isso e quiser me ajudar eu agradeço de coraçao e que Deus o bençoe voce e sua familia...
Maria Paula - Advogada
| 30/08/2010 às 13:46 |
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Sr. Fulero Inútil, o nome lhe é bem apropriado. A atitude do ex presidente Fernando Henrique Cardoso foi louvável, uma vez que elasteceu as faculdades de Direito em nosso país. Antes deste acontecimento,menos de 5% da população possuíam curso superior. Hoje, temos profissionais qualificados e competetentes para defenderem a justiça e gritarem por medidas que melhor atendem aos ensejos da sociedade e especialmente, defenderem os menos favorecidos da injustiça reinante. Além de bons argumentadores, sabem discutir as malgradas normas criadas no Brasil, com cunho especialmente político e arrecadador dos recursos tão escassos deste povo sofrido. Hoje, como advogada e militante apaixonada pela nossa Constituição da República, posso me dirigir aos senhores para apresentar minha indignação, não só pelos radares sangue-sugas sem objetivo, como por taxas, tais quais, taxa de fiscalização sanitária, taxa de licenciamento anual de veículos, dentre outras, que são criadas do nada para satifazerem o ego de alguns. E, ainda, não tem esses entes arrecadadores o compromisso de prestarem satisfação da aplicação dos mesmos à sociedade.
Acho que o Sr. Nelson Brito deveria também botar a mão na consciência e pensar sobre isso.
Maria Cristina Cordoeira - Adm. Empresa
| 31/08/2010 às 21:07 |
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Fico feliz em morar em um País, que ao balançar um pé de manga, caíam muitos advogados. Triste seria, morar em um país, que ao balançar um pé de manga caíssem apenas FULEIROS/INÚTEIS.
Paulo de Tarso - Advogado
| 01/09/2010 às 10:01 |
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Indústria de multas, sim!
Para benefício de alguns,sim!
Falta de engenharia de trânsito, sim!
Falta de educação no trânsito,sim!
Corrupção,não!
Claro que é brincadeira a última.
Sergio - Médico
| 01/09/2010 às 22:00 |
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Prezados,
Educação é um aprendizado iniciado no berço e amadurecido pela vida. Os maus motoristas, nós todos, já estamos no trânsito. Creio que inserir a disciplina de "educação no transito" nas escolas gerariam melhores motoristas no futuro. Diz a sabedoria popular que " é de menino que se torce o pepino" e de outro lado, "pau que cresceu torto morre torto". Quem sabe, estes pequenos aprendizes orientem ,com sabedoria, à seus pais...
Um outro problema a ser estudado é o aumento desenfreado da populaçao sem que se possa oferecer saúde, estudo de qualidade, moradia, infraestrutura ou seja, condições mínimas de qualidade de vida. Ao contrário disso, vemos estimulo ao aumento de produção em todos os setores. Por um lado para gerar empregos que faltam, por outro para atender o aumento do consumo, gerado pelo aumento da população, estimulados à compra por financiamentos que muitas vezes não vão conseguir honrar. Isto tudo leva ao aumento da violência, excesso de veículos na rua, congestionamentos associado a falta de lugares para estacionar, estreese no transito,etc. Onde está o transporte publico eficiente e seguro? Ah, obviamente com este aumento contínuo da produção para atender a crescente população, estamos emporcalhando o planeta com toneladas de entulho diariamente. Tudo bem, o problema do meio ambiente não é para nossa geração. Fica para a próxima. Será que somos mesmo egoístas assim?
Industira de multas ? Concordo. Existem diversas outras formas de educar pessoas, que não punindo. Notem que até mesmo as velhas palmadinhas estão em fase de extinção. No meu tempo de motorista iniciante, o policial me parava, dava uma bronca e na maioria das vezes não multava. Eu ficava com medo e procurava não repetir o mesmo erro. Hoje, apenas recebo uma cobrança em casa, sobre a qual tenho sérias dúvidas sobre a veracidade do fato, uma vez que a fotografia impressa é estática. Ou pior, não há foto. Foi uma pessoa, que uma reportagem denuncia na Globo já mostrou, que tem metas a cumprir... Então, reclame com o Papa. Isto é educativo ???
Não vou me estender mais e nem mesmo responder à provocações, pois sei que este pequeno texto não vai mudar o planeta. Mas se alguém pensar da mesma forma e quiser levar à frente, tem um aliado.
Abç !
Franco Junior - Advogado
| 07/09/2010 às 10:59 |
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Tal tema é deveras polemico. Não podemos nos esquecer que nossos direitos terminam quando adentramos no direito de terceiros, os pardáis, sem sombra de dúvida é o melhor instrumento de arrecadação(custo benefício), a desculpa é evitar mortes no trânsito. Então fico pensando: Sé o Estado pode meter a mão no bolço do motorista menos avisado ou até "IRRESPONSÁVEL" para diminuir os acidentes de trânsito, porque então o cidadão não poderia utilizar seus direitos para processar os Estados pelos danos que sofre diariamente em seu patrimônio(VEÍCULO) pela ma conservação das estradas; Pelos acidentes que sofrem diariamente devido a estradas ma projetadas, com péssima conservação, e por ai vai, Acredito que utilizando a mesma lógica dos defensores das Lombadas Eletrônicas da Vida/Pardais, atacando a arrecadação neste segmento, teríamos melhores condições de vida e de segurança nas Estradas Brasileiras. Para que conhece as estradas europeias como eu, notadamente a alemã, percebe-se claramente que toda arrecadação em multas e impostos do segmento e reverte o dinheiro em benefícios reais para sua população. PARA PENSAR- Como uma alta estrada que liga paises na Europa onde se pode desenvolver velocidades superiores a 200km/h têm ocorrênca de acidentes infinitamente superiores as nossas estradas ? RESPOSTA- Motoristas bem preparados - Rodovias bem planejadas, excepcional conservação e sinalização- Legislação Eficiente e Arrecadação direcionada a atividade TRÂNSITO. Isso acontece no Brasil ?
Vanderval Queiroz Vieira - Assessor Parlamentar Municipal
| 07/09/2010 às 15:28 |
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Sem entrar no mérito da testilha, a verdade é que se a intenção dos órgãos e autoridades de trânsito e do Poder Público fosse realmente preservar vidas humanas, considerando o atual avanço da tecnologia, bastaria estudar minuciosamente a criação de legislação específica compelindo a instalação de dispositivo eletrônico com senha exclusiva dos DETRAN, semelhante ao tacógrafo, em todos os veículos, cuja leitura ocorreria por ocasião dos respectivos licenciamentos, com a consequente aplicação e recolhimento das multas cabíveis.
Márcio Cunha - Func. Público
| 21/02/2011 às 09:52 |
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Na minha modesta opinião, os pardais em si não são para indústria de multa e tem sim, uma função de reduzir a velocidade desde que bem sinalizados. O problema de nosso país é que as coisas são feitas sempre de forma errada. Primeiro coloca-se o pardal sem a devida sinalização e, ao invés de sinalizar adequadamente, tira-se o pardal. As lombadas físicas não são solução pois, segundo estudos, nesses locais aumentam o número de assaltos.
Concordo com o texto quando diz que ser multado indevidamente pode gerar indenização, mas isso já é ponto certo, é como ser preso sem ter cometido o crime. No mais a discussão está bem interessante.
Fiquem na Paz










